O que busca a autorealização é o ser
Síntese da Aula
Dando sequência ao exercício maiêutico, o instrutor recolhe os conceitos dos cursistas sobre o que é o ser (Deus, Cristo, Espírito, átomo, mônada, a verdade, a unidade múltipla perfeita) com o propósito de desarmar conceitos religiosos equivocados — como o do velho de barba nas nuvens — que impediriam a integração com o que Deus realmente é. Adverte que aqui se aposta a alma e que conceitos errados sobre Deus tornam impossível a meta.
O ponto central é o conceito do V.M. Samael de que o ser é uma unidade múltipla perfeita. O instrutor o ilustra com o corpo físico, que é uma unidade composta de partes autônomas e autoconscientes (átomos obreiros, arquitetos e diretores, conforme Endocrinologia e Criminologia), cada órgão com inteligência própria participando da unidade. Por analogia, Deus dentro de nós são muitos deuses com funções e especialidades: nomeiam-se partes do ser — intercessor elemental, Lúcifer/Guardião do Umbral, os doze apóstolos, a Mãe Divina Kundalini, o Caon interior, os sete lobos, os 24 anciãos, Pai/Filho/Espírito Santo —, das quais a Pistis Sophia menciona 49, havendo muitas mais.
O ponto de viragem é a tese revolucionária, atribuída ao V.M. Lakhsmi, de que a autorealização deve ser feita no dia, aqui e agora, e não dentro de uma cronologia de 20 ou 30 anos, pois a essência não está submetida às leis do tempo. Cada parte do ser tem função e modo de trabalho: a Mãe Divina desintegra os defeitos e dá compreensão; o Caon interior, juiz que produz o arrependimento sincero, é ativado pela runa Kaom; Pedro maneja a ciência da transmutação; Felipe permite sair em corpo astral; Judas dá a inteligência da lei; o intercessor elemental, único átomo autorealizado, conhece todos os rituais da natureza.
O instrutor explica que a autorealização é um processo paralelo de eliminar defeitos e ativar partes do ser, esclarecendo a metodologia de combate ao ego: não se enfrenta a cabeça da legião, mas seus soldados, um defeito pequeno por vez, com a Mãe Divina eliminando o que se compreende. Conclui que a meta — autorrealizar-se — está no presente, que cada prática (meditação, transmutação, teurgia, santa unção, vocalização) corresponde ao trabalho com uma parte do ser, que a Gnosis é 100% prática, e que quem faz a obra é a essência desperta, nunca o ego, deixando como tarefa de reflexão o que se sente ao estar consciente e ao estar inconsciente.
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Inspiraçõesdo corpus gnóstico
Meu Filho, esta é a Cidade da Paz, do Amor. É a cidade onde habita a Unidade Múltipla Perfeita.
Lembremo-nos que no nosso interior existem os Doze Apóstolos dos quais nos fala a Bíblia Cristã; eles estão dentro de nós próprios, aqui e agora.
É necessário que nos demos à tarefa, aqui e agora, de trabalhar com o Ego.
É impossível eliminar todos os pequenos eus que constituem o ego lunar sem a ajuda da Mãe Divina.
Igreja Gnóstica Cristã Universal Samael Aun Weor
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