O que se sente estar consciente ou inconsciente
Síntese da Aula
Retomando a tarefa deixada de manhã, o instrutor recolhe as reflexões sobre o que se sente ao estar consciente (harmonia, integração, paz, presença do Pai e da Mãe) e ao estar inconsciente (preocupação, tensão, angústia, identificação, presença do ego). A partir disso lança o diagnóstico central: passamos muito mais tempo submersos no subconsciente do que conscientes, o que revela que talvez não tenhamos compreendido de fato o que é despertar a consciência, apesar de tanto se falar disso em livros e convivências.
O argumento avança pela mecânica do adormecimento ensinada pelo V.M. Samael: identificação, fascinação e sonho. O instrutor demonstra com um exercício invertido — pedir que se tornem inconscientes — a resistência natural ao subconsciente, e questiona por que então o estado psicológico habitual está justamente lá. A resposta construída com os cursistas é que nos identificamos com os eventos externos, e que o que gera essa identificação são os conceitos: o conceito que se tem do dinheiro, do sexo oposto, da própria vida e de si mesmo é o veículo que ativa os eus (cobiça, roubo) e produz a fascinação e o sonho.
O ponto de viragem é a contraposição com a criança, que vive o instante e se assombra com tudo porque ainda não tem conceitos, ilustrando que os conceitos — muitos deles automáticos e não reconhecidos como tais — são a raiz da identificação. O instrutor introduz a permanência no umbral (atento ao que está dentro e ao que está fora) como ensinamento do V.M. Lakhsmi, e propõe que despertar requer analisar a realidade do mundo em que andamos: a impermanência do corpo físico (submetido à lei de evolução e involução), a relatividade do tempo (ilusório no mundo tridimensional, inexistente para Deus, que é eternidade) e o que de fato é real e perene na existência — apenas a essência.
Conclui que a responsabilidade de despertar recai sobre cada um e que tirar o corpo das tarefas (pereza, desculpas) é condenar-se a não sair do próprio estado. A aula encerra com a apresentação das irmãs recém-chegadas que migraram do curso de Mães para a Assoprovida, várias relatando que vieram não por escolha própria mas conduzidas pelo seu ser, com a expectativa de aprender a amar e respeitar a vida — preparando o tema seguinte sobre a origem e o desdobramento da essência.
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Inspiraçõesdo corpus gnóstico
As pessoas crêem que estão despertas porque não estão deitados no seu leito; porém têm a Consciência profundamente adormecida e por isso sonham.
São milhares de circunstâncias que produzem a identificação, a fascinação e o sonho. O povo se identifica com as pessoas, com as coisas, com as ideias.
para o Iniciado, ou para a consciência do Iniciado, não existe o tempo porque não viaja através dos dias, dos anos e das semanas; está ali, o mesmo seria se fosse segunda ou se fosse sábado. Só vive o instante e disso se nutre
É tanta a ignorância do homem, que prefere conhecer o mundo em que anda, e não o que vive.
Igreja Gnóstica Cristã Universal Samael Aun Weor
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