Os mandamentos e sua relação com os sefirotes
Síntese da Aula
Após a chamada e a frase do dia atribuída ao V.M. Samael Aun Weor sobre coragem para levantar-se e seguir adiante, o instrutor retoma os mandamentos relacionando-os aos sefirotes. O sétimo (não roubar) liga-se a Netzah, a mente: quem rouba não tem direito de controlar a mente nem de aprender a meditar. Insiste, com exemplos do V.M. Lakhsmi e do V.M. Tawil, que roubar mede-se não pela quantidade mas pelo fato de o objeto não ser seu — usar coisas alheias sem pedir permissão, mesmo em família ou recolher algo do chão, é roubo. Após longa discussão sobre o exemplo do lixo, conclui que o essencial é o cuidado com os pequenos detalhes e o respeito ao direito do outro, pois disso depende a iniciação.
O oitavo mandamento (não levantar falso testemunho nem mentir) relaciona-se a Hod, o corpo astral e a luz astral do Cristo. Fofoca e maledicência, ainda que verdadeiras, danificam a imagem do outro e geram joias de ódio, antítese do Cristo; por isso a pessoa não consegue desdobrar-se conscientemente no plano astral por falta de luz astral, conforme ensinou o V.M. Tawil. O nono mandamento (não desejar a mulher do próximo) liga-se a Yesod, o corpo vital e seus quatro éteres: o desejo animal e a concupiscência — distintos do impulso sexual natural — desordenam os éteres, desfazem a cor violeta e adoecem o corpo físico, exigindo higiene mental.
O décimo mandamento (não cobiçar os bens alheios) relaciona-se a Malkuth, o corpo físico: a inveja de bens, cargos, família ou compreensão doutrinária dos outros transforma a pessoa num amargado, e essa amargura acaba com a vida do corpo físico. O instrutor conclui, citando o V.M. Lakhsmi, que é preciso manter uma harmonia constante e contínua entre a pessoa humana e os dez sefirotes, refletida no comportamento e cumprida primeiro no mundo físico. Indica por fim os três pontos a desenvolver na exposição do tema: explicar letra viva e letra morta, o esoterismo dos dez mandamentos para o iniciado, e do imanente ao transcendente.
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Inspiraçõesdo corpus gnóstico
FURTAR, não é só tirar uma coisa de seu dono, furtar é roubar a honra alheia; furtar é apropriar-se de um ensinamento que não é da pessoa, mudando-lhe a originalidade, seu conteúdo; furtar é uma palavra que significa uma pessoa se fazer-se dona de algo que não lhe corresponde.
Devem erradicar-se destes lugares a fofoca, a calúnia, a murmuração, substituindo-as pela caridade, pela alegria, pelo altruísmo.
Rajas é a raiz de toda concupiscência que, em si mesma, origina todo desejo. Quem quiser eliminar o desejo, deve primeiro eliminar a guna rajas.
A cobiça faz com que nós, as pessoas, nos façamos inconformados com o que temos, com o que Deus nos dá; a cobiça faz com que as pessoas sejam invejosas, rancorosas e odiosas.
Igreja Gnóstica Cristã Universal Samael Aun Weor
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