Chamada, oração e apresentação do instrutor
Síntese da Aula
Após a chamada, a oração do caminhante e uma breve concentração no coração, o instrutor Emerson se apresenta e introduz a disciplina da interpretação doutrinal a partir de uma frase no quadro. A interpretação de um participante sobre o homem feito à imagem e semelhança de Deus, decaído na terceira raça e contaminado por instintos animais, abre o tema central: a diferença entre o ser humano e o animal é o uso da razão, que pressupõe lógica e consciência (con + ciência, conhecimento). Argumenta-se que sem consciência do porquê e do para quê se vive, a existência é irracional, e que os defeitos psicológicos rebaixam o ser humano a um estado de besta, abaixo do animal.
O instrutor estabelece a distinção entre razão objetiva (fundada na consciência e no conhecimento de causa) e razão subjetiva (sem conhecimento de causa, exemplificada pelo uso de drogas). A partir daí questiona por que há tão poucos autorrealizados e por que o trabalho gnóstico demora, conduzindo ao ponto de viragem: para haver organização no trabalho é preciso conhecer a meta, e há um abismo entre ter um conceito e ter consciência. A pessoa busca algo sem saber o que busca, e o impulso que a trouxe à Gnosis, se não for transformado em consciência, degenera em mecânica.
Para tornar isso vivencial, o instrutor aplica um exercício de sinceridade, perguntando a cada cursista se acredita na autorealização e se acredita que vai se autorealizar. As respostas revelam o problema diagnosticado: muitos creem na meta mas duvidam de alcançá-la por suas condições, usando isso como justificação. Conclui-se, citando o V.M. Lakhsmi, que temos apenas 3% a 6% de consciência livre, ocupada nas tarefas do cotidiano e não ativada a serviço do ser.
O instrutor explica, com base no V.M. Samael (Psicologia Revolucionária, Tarô e Cabala), que na essência se encontram a consciência, a sabedoria e todos os dados para a autorealização, e que ativar a consciência livre pela reflexão, meditação e lembrança de si permite ao ser responder por inspiração, sentimento, eventos da vida ou sonhos — numa linguagem simbólica e numérica. A aula culmina com a quarta pergunta encadeada: se quem busca a autorealização é o ser, distingue-se a autorealização (início do trabalho) da liberação final (terceira montanha), deixando claro que a próxima etapa será definir o que é o ser.
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Inspiraçõesdo corpus gnóstico
A consciência era um falso conceito, a inteligência um intelecto mal dirigido e o amor um falso sentimento.
A técnica para "Despertar a Consciência" baseia-se na "Recordação de Si Mesmo".
As pessoas dormem profundamente, porém creem que estão despertas. Quando alguém aceita que está adormecido, é um sinal claro de que já começa a despertar.
Só o Ser pode fazer e o homem-máquina, o pobre animal intelectual, não é capaz de fazer nada. Tudo lhe sucede, é um simples joguete mecânico movido por forças que desconhece.
Igreja Gnóstica Cristã Universal Samael Aun Weor
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